Tecnologia BRM: o futuro da manutenção em híbridos 48V já começou

Tecnologia BRM: como funciona e o que muda na manutenção de híbridos 48V
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A manutenção de híbridos 48V com tecnologia BRM já começa a transformar o mercado automotivo brasileiro. Com o avanço da eletrificação, soluções mais eficientes e acessíveis ganham espaço.Nesse contexto, a SEG Automotive, em parceria com a Revista O Mecânico e o especialista Nivaldo Orágio, apresenta um sistema que promete revolucionar tanto o desempenho dos veículos quanto a rotina das oficinas.

Além disso, o crescimento dos veículos eletrificados reforça essa tendência. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o segmento segue em forte expansão no país, o que exige adaptação rápida do setor de reparação.

O que é a tecnologia BRM 48V?

A tecnologia BRM 48V (Boost Recuperation Machine) é um sistema aplicado a veículos híbridos leves. Em vez de utilizar alternador e motor de partida separados, o BRM integra essas funções em um único componente.

Dessa forma, o sistema atua tanto como gerador quanto como motor elétrico. Por um lado, ele recupera energia durante desacelerações. Por outro, fornece torque adicional ao motor a combustão.

Consequentemente, há ganhos importantes em eficiência energética e desempenho.

Mais eficiência energética e desempenho

Em comparação com sistemas tradicionais, a tecnologia BRM 48V oferece maior eficiência. Enquanto alternadores convencionais atingem cerca de 70%, o BRM pode superar 80%.

Além disso, o sistema reaproveita energia que antes seria desperdiçada. Assim, essa energia é utilizada em momentos estratégicos, como arrancadas e retomadas.

Como resultado, o veículo apresenta:

  • Menor consumo de combustível
  • Redução de emissões
  • Melhor resposta em aceleração
  • Menor necessidade de troca de marchas

Portanto, trata-se de uma solução inteligente para atender às novas exigências ambientais sem comprometer a dirigibilidade.

O que muda na manutenção automotiva?

Com a chegada da tecnologia BRM 48V, a manutenção automotiva passa por uma transformação significativa. Isso porque o sistema integra mecânica, eletrônica e software.

Nesse sentido, o diagnóstico se torna mais complexo. Ou seja, não basta avaliar apenas o componente físico.

Segundo Nivaldo Orágio, é necessário utilizar:

  • Scanner automotivo
  • Osciloscópio
  • Análise de rede CAN
  • Interpretação de dados eletrônicos

Além disso, muitos problemas podem estar relacionados à comunicação entre módulos ou ao software do sistema.

Por isso, a análise precisa ser completa e integrada.

Capacitação será essencial

Diante dessa evolução, a qualificação técnica se torna indispensável. Afinal, sistemas como o BRM exigem novos conhecimentos.

Entre eles, destacam-se:

  • Eletrônica embarcada
  • Redes automotivas
  • Diagnóstico avançado
  • Atualização de software

Por outro lado, essa mudança também representa uma grande oportunidade para oficinas que desejam se destacar no mercado.

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Um novo cenário para o mercado brasileiro

A tecnologia BRM 48V representa um passo importante na eletrificação automotiva. Ao mesmo tempo, permite uma transição mais acessível em comparação a sistemas híbridos completos.

Assim, montadoras conseguem atender às exigências ambientais com menor complexidade e custo.

Por fim, vale destacar que essa transformação já está em andamento — e tende a se intensificar nos próximos anos.

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